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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Oposição pede mudanças no enfrentamento à violência e Governo contesta críticas

Imagens de crimes que circularam nas redes sociais e que ganharam o noticiário no fim de semana reacenderam a discussão sobre o momento da segurança pública em Pernambuco. Nesta segunda (18), deputados da Oposição foram à Tribuna pedir ao Governo que assuma a existência de uma crise no setor e solicitar mudanças nas estratégias de enfrentamento à violência. Parlamentares da base reagiram às críticas, ressaltando o esforço do Estado para conter o problema.

Outro tema que provocou intervenções no Plenário foi a obrigatoriedade, instituída em 2015, de que pessoas presas em flagrante sejam levadas perante um juiz nas chamadas audiências de custódia. Parlamentares avaliaram que, equivocadamente, muitos dos autores de crimes violentos apresentados ao Judiciário têm sido libertados, o que poderia estar contribuindo para a piora nos números da segurança no Estado.

“O policial prende, passa horas na delegacia para registrar o flagrante, e com pouco tempo o criminoso está solto. Isso desestimula o agente”, disse Álvaro Porto (PSD). Para Antônio Moraes (PSDB), as audiências tornaram também mais longo o procedimento até a prisão do suspeito, o que deixa desguarnecidas cidades que contam com apenas uma equipe de policiais, que tem de acompanhar todo o processo. “Não entendo porque não se pode fazer tudo por videoconferência”, sugeriu.

Vice-líder do Governo, Rodrigo Novaes (PSD) lembrou que as audiências estão previstas em tratados internacionais de direitos humanos, mas considerou que “os equívocos cometidos precisam ser revistos para que não fique a sensação de impunidade”. Terezinha Nunes (PSDB) sugeriu a formação de uma comissão especial para discutir esses procedimentos com o Judiciário, além de outras questões relacionadas à segurança. “Dessa vez a Oposição se mostrou propensa a um diálogo sério, então precisamos discutir o problema a fundo”, opinou a tucana. 

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