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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Se depender de Bruno e Mendonça, não haverá aliança com o PSB em 2018

Deu na Coluna do Blog de Edmar Lira, que o governador Paulo Câmara cometeu seu maior erro político em abril do ano passado quando, instigado por Geraldo Julio, pediu os cargos do PSDB e do DEM no governo por conta das candidaturas de Daniel Coelho e Priscila Krause à prefeitura do Recife, desconsiderando que tanto o PSDB quanto o DEM apoiaram a sua eleição em 2014, esse movimento deixou sequelas insanáveis para a convivência política do governador Paulo Câmara com Mendonça Filho e Bruno Araújo, que dias depois iriam assumir ministérios importantes no governo Temer.

Um erro de cálculo que Eduardo Campos, padrinho de Paulo Câmara, jamais cometeria, e isso instigou seus aliados de outrora a convergirem politicamente em torno de uma nova frente que pode colocar em xeque a hegemonia do PSB em Pernambuco que venceu as últimas quatro eleições seguidas, sendo uma com Eduardo, uma com Paulo e duas com Geraldo Julio no Recife.

Tanto Bruno Araújo, que almeja ser candidato a governador, quanto Mendonça Filho, que pretende ser candidato a senador, já avisaram a aliados que se dependerem deles não marcharão com a reeleição de Paulo Câmara, e apenas uma intervenção nacional, ou seja, uma aliança entre o PSB, o PSDB e o DEM em torno de um presidenciável poderá manter a tropa unida em torno da reeleição do governador Paulo Câmara, que vive hoje o seu pior momento no governo, com a explosão dos homicídios, o aumento da passagem de ônibus e o risco eminente de ocorrer rebeliões nos presídios do estado que colocarão em xeque a já combalida popularidade do governador.

A chapa Bruno Araújo governador, Fernando Filho vice-governador, Armando Monteiro e Mendonça Filho senadores já é vista como pule de dez não só para se viabilizar como fazer frente com chances significativas de vitória ao projeto hegemônico do PSB em Pernambuco viabilizado por Eduardo Campos. Tem gente que defende essa aliança com vistas a reoxigenar a política pernambucana permitindo uma alternância salutar ao Palácio do Campo das Princesas. O governador Paulo Câmara e o cenário nacional irão ditar o rumo desta aliança, quanto mais o governo estiver fragilizado maiores as chances de uma União por Pernambuco repaginada ser viabilizada. 

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