sábado, 26 de julho de 2014

Espetáculo teatral sobre morte do Rei do Cangaço gera polêmica no Sertão

Quem assistiu ao espetáculo “O Massacre de Angicos – A Morte de Lampião”, no município de Serra Talhada, Sertão do Pajeú, não esperava que Virgulino Ferreira, o eterno ‘Lampião’, ressurgisse após sua morte.

Assim encerrou a peça de autoria de Anildomá Willans, com direção de José Pimentel e produzida pela Fundação Cabras de Lampião. A noite de estreia foi na ultima quarta-feira (23) e o espetáculo está em sua terceira edição. A novidade foi a cena final, quando após serem decapitados pela volante alagoana, comandada pelo tenente João Bezerra, o cangaceiro mais famoso do Nordeste surge flutuando, de braços abertos, uma alusão à ressurreição de Cristo.

“Sabíamos que a cena final poderia gerar alguma polêmica, afinal um mito, uma lenda se constrói a partir do imaginário popular e desde que foi anunciada a morte de Virgolino, que cantadores e cordelistas nas feiras de todo Nordeste anunciavam o contrário. A prova é que até hoje se discute se Lampião morreu mesmo ou não naquele episódio”, explicou Anildomá Willans.

O espetáculo está em cartaz até domingo (27). Segundo a Fundação Cabras de Lampião, são esperados cerca de 50 mil espectadores nesta temporada. 

Informações do Blog do Carlos Britto

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